Este ano, o dia 8 de março será marcado por um grande ato público na região central de Belo Horizonte. Construído pelos movimentos feministas, sindicais, sociais, estudantis, pastorais sociais e outras organizações de todo o estado de Minas Gerais, a manifestação sairá da Praça da Estação, com a concentração às 15hs, com a participação de cerca de mil manifestantes.

As reivindicações giram em torno de três grandes temáticas: Violência, Educação Infantil e Nosso Corpo nos Pertence. O eixo da Violência engloba a luta contra a violência sexista e doméstica sofrida pelas mulheres, a desigualdade salarial, o assédio sexual e moral no trabalho. Também denuncia o descaso dos governos com moradia, saúde e educação, a violência do Estado contra as mulheres pobres e negras e das grandes empresas do agronegócio contra as mulheres camponesas.

A Educação Infantil é outra temática reivindicada pelas mulheres, que exigem a universalização das creches públicas e a valorização das educadoras. Em Belo Horizonte, falta vagas nas unidades públicas para 80% das crianças de 0 a 6 anos. No interior de Minas, a situação ainda é pior. Muitas cidades sequer possuem educação infantil pública e milhares de escolas do campo foram fechadas nos últimos 8 anos.

Com o ato, os movimentos feministas e as organizações sociais pretendem realizar uma forte crítica ao capitalismo, que utiliza a opressão da mulher para explorar e obter mais lucros. Além disso, as manifestantes irão exigir dos governos municipal, estadual e federal políticas efetivas para extinguir com a violência sexista e melhorar as condições de vida da mulher trabalhadora e sua família.

Participaram da construção deste 08 de março: ALEM; AMB; ANEL; Associação Cultural Odum Orixá; Blogueiras Feministas; Brigadas Populares; CAAP/UFMG; CACE/UFMG; CACS/UFMG; Coletivo Ana Montenegro; Coletivo Marias de Minas/Lavras; Coletivo Nada Frágil; Coletivo “Paisagens poéticas”; COMDIM; Comitê Popular dos Atingidos pela Copa; Consulta Popular; CRESS/MG; Conselho Regional de Psicologia-MG; CSP-Conlutas; CUT-MG; Instituto Albam; Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania; Levante Popular da Juventude; MAB; Marcha Mundial de Mulheres; Movimento Mulheres em Luta; Movimento de Mulheres Olga Benário; MPM; MST; PCB; PCR; PSOL; PSTU; PT-BH; Primavera nos Dentes; Quilombo Raça e Classe; Rede Feminista de Saúde; Sind-REDE/BH; Sitraemg; UBM; UNEGRO e Via Campesina.

por Lívia Bacelete, assessora de Comunicação Cáritas Minas Gerais

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