O começo da Campanha da Fraternidade, no início da década de 1960, foi motivado pela necessidade de buscar recursos financeiros “para o atendimento das pessoas atingidas por catástrofes, em situações de emergência e urgência, pobreza absoluta” (Texto Base da CF de 1990). Visava-se despertar a virtude da caridade nos fiéis, cientes de que “a caridade é a alma da Igreja”.

A partir deste princípio a Campanha foi ampliada para o aprofundamento de temas relacionados à realidade do povo e que necessitam de tomada de posição. Assim, o tema que estamos tratando na campanha deste ano chama a atenção para a realidade da saúde no Brasil, cobrando investimentos do governo para que a saúde pública seja de boa qualidade e sensibilizando a população para a adoção de práticas de hábitos de vida saudável.

Enquanto a saúde pública não dá conta de todas as demandas, tornam-se necessárias outras ajudas. Existem pessoas que não tem dinheiro para comprar os remédios necessários, para pagar uma passagem até o hospital ou para seguir o mínimo das regras de higiene pessoal. Muitas pessoas não estão convictas da necessidade da prevenção e outras não tem condições de seguir a dieta prescrita. E é aí que entra um dos trabalhos subsidiados com os recursos da Campanha da Fraternidade, que é a Pastoral da Saúde, cujo objetivo geral é “promover, educar, prevenir, cuidar, recuperar, defender e celebrar a vida ou promover ações em prol da vida saudável e plena de todo o povo de Deus”.

Para subsidiar os trabalhos da Pastoral da Saúde e de outros trabalhos sociais mantidos pela Igreja Católica, propõe-se a Coleta da Solidariedade como um gesto concreto da Campanha da Fraternidade. O Texto Base diz que a Campanha da Fraternidade se expressa concretamente pela oferta de doações em dinheiro na coleta da solidariedade. É um gesto concreto de fraternidade, partilha e solidariedade, feito em âmbito nacional, em todas as comunidades cristãs, paróquias e dioceses. A Coleta da Solidariedade é parte integrante da Campanha da Fraternidade.

A proposta é que a coleta seja feita no Domingo de Ramos. Evidentemente isso não significa que ela deva acontecer apenas naquele dia, uma vez que cada comunidade deve definir a melhor data para que ela aconteça. O importante é que ela seja feita por todas as comunidades, e que cada um se sinta motivado a dar a sua contribuição. Ela tem um caráter de conversão quaresmal, condição para que advenha um novo tempo marcado pelo amor e pela valorização da vida.
Na medida em que formos generosos na doação estaremos ajudando a difundir a saúde sobre a terra, conforme nos propõe o lema da nossa Campanha. “Deus ama a quem dá com alegria” (2 Cor 9,7).

Fonte: CNBB

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