Além de promover mobilizações por toda parte, a Cúpula também é agregadora. E aí entra a ação que a Escola Latino-americana de Comunicação trará para o evento: um encontro entre os alunos latinos e africanos. A ideia desse intercâmbio cultural surgiu no ano passado, no Congresso da Juventude, na Guatemala.

A Escola Latino-americana de Comunicação tem como princípio básico uma formação voltada para a comunicação popular. O jornalismo comunitário é a sua base, e a escola é aberta a qualquer um que queira participar. O ideal é que as atividades desenvolvidas aconteçam dentro das comunidades para que elas próprias possam construir um canal de comunicação autônomo. Os alunos desenvolvem um olhar crítico e independente sobre os preceitos do jornalismo e tornam-se capazes de documentar as ações da comunidade onde vivem, transformando-a num organismo vivo, dando-lhes voz.

De acordo com o articulador da escola, que funciona no Rio de Janeiro, Reinaldo Sant’ana, a Cúpula dos Povos é o momento de discutir a metodologia que as escolas de comunicação devem trabalhar. Por meio do diálogo, elas vão poder se organizar, trocar experiências e se moldar para construir uma forma independente de atuação, que se desvencilhe das instituições.

O Rio foi o começo
O Rio de Janeiro foi a primeira cidade em que a escola foi fundada, em 2010, na Escola Estadual Brigadeiro Schorht, na Taquara. Hoje, a escola funciona no SESC de Ensino Médio e em projetos comunitários em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Desde que foi criada, outras foram surgindo na Colômbia, na Argentina e no Chile. Há mais duas escolas em processo de implantação, no Equador e na Guatemala. Há cerca de um ano, a Universidade de Assomada,em Cabo Verde, decidiu se articular e montar uma escola de comunicação popular por lá.

As articulações já estão feitas. Agora é esperar para ver o que vai dar dessa mistura. Ainda bem que faltam poucos dias para a Cúpula começar!

 Fonte: Cúpula dos Povos

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