“Por uma aliança entre homem e meio ambiente.” Este é o título do documento divulgado pela Santa Sé sobre a Conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável (Rio+20), contendo algumas recomendações aos participantes da III Sessão do Comitê Preparatório, que terminou na última sexta-feira, 15 de junho, no Rio de Janeiro.

A Santa Sé considera a Rio+20 uma importante etapa de um percurso que ofereceu contribuições significativas para compreender melhor o conceito de desenvolvimento sustentável. No âmbito deste percurso, emergiu um consenso unânime sobre o fato de que a tutela do meio ambiente passa por um melhoramento da vida dos povos e, vice-versa, que a degradação ambiental e o subdesenvolvimento são temas relacionados entre si e interdependentes.Em todos os eventos internacionais, a presença da Santa Sé é caracterizada não tanto na promoção de soluções técnicas, mas, sobretudo, em destacar que não se pode reduzir a um problema “técnico” tudo o que diz respeito à dignidade do homem e dos povos. A busca de soluções não pode ser separada da nossa compreensão do ser humano.

O ser humano, de fato, está em primeiro lugar. É a pessoa humana que está no centro do desenvolvimento sustentável. Cabe a ela a boa gestão da natureza, e por isso não pode ser dominada pela técnica e se tornar para ela um objeto. Essa conscientização deve levar os Estados a refletirem juntos sobre o futuro do planeta a curto e médio prazo.

Colocar o bem do ser humano no centro da atenção para o desenvolvimento sustentável é, na realidade, a maneira mais segura para alcançar este fim, assim como para a proteção da natureza.

Partindo desses pressupostos, a Santa Sé propõe aos participantes da Rio+20 uma série de reflexões sobre alguns aspectos que têm repercussões éticas e sociais sobre toda a humanidade. Entre eles, o princípio da subsidiariedade, o desenvolvimento humano integral e a economia verde.

A Santa Sé deseja que o resultado da Rio+20 seja considerado não somente bom, mas também, e principalmente, um resultado inovador e capaz de olhar para o futuro, contribuindo para o bem-estar material e espiritual de todas as pessoas, de suas famílias e comunidades.

Fonte: CNBB

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