Na tarde de ontem (19), aconteceu o primeiro dia de Assembléia dos Povos, na Cúpula dos Povos. Neste momento foram socializadas as discussões e reflexões das cinco plenárias de convergência realizadas nos dias 17 e 18.

Os informes das Plenárias giraram em torno das “Causas Estruturais e as Falsas Soluções” apresentadas pelo sistema econômico atual e essas discussões das Plenárias serão também subsídio para elaboração do documento final, da Cúpula, a ser divulgado, na próxima sexta-feira, 23.

Como destaque da Plenária 01 sobre a questão dos Direitos por justiça social e ambiental que aconteceu na plenária 1, chegou-se a conclusão de que a privatização dos espaços públicos, a cultura hedonista dos bens de consumo e o modelo neoliberal são o cerne da problemática estrutural.

A plenária que tratou do tema da defesa dos bens comuns, contra todas as formas de mercantilização, chegou a uma das conclusões de que o modelo agrourbano e a produção industrial voltada para o consumo junto com o capitalismo, a violência, a concentração de bens e consumo são problemas estruturais e estão na veia da sociedade.

As questões relacionadas a Soberania Alimentar foram discutidas na Plenária 3 e discutiu que, estruturalmente,  estrutura do problema apresentada foi a aliança promovida entre as corporações e o agronegócio.

Na plenária 4, foram discutidas as matrizes energéticas, uma das principais causas discutidas foi que as corporações, que não estão sujeitas a uma regulação séria, que puna as empresas de acordo com as infrações cometidas. Essa falta de abrangência da Lei, faz com que as empresas degradem de forma absurda e sem limites, já que sabem que suas faltas não receberão as sanções devidas.

E finalmente a plenária 5, que discutiu sobre Trabalho, alguns pontos foram abordados como os principais para a intensificação exploratória sobre os trabalhadores: aprovação de acordos voltados para a manutenção do agronegócio acaba por diminuir as possibilidades de reforma agrária e afeta diretamente o trabalho no campo para alguns povos; a divisão sexual do trabalho e o neoliberalismo que permite alta lucratividade para mercados específicos.

por Monyse Ravena, assessora de Comunicação da Cáritas Brasileira Regional Ceará

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