A Rede Cáritas se faz presente na Cúpula dos povos que esta ocorrendo desde o dia 15 de junho e participa dos vários debates organizados, sendo um deles a plenária com mais de 200 pessoas “Direitos: por justiça social e ambiental”.

Neste espaço foram debatidas as causas estruturais das injustiças sociais e ambientais apresentadas em Assembléia dos Povos: causas estruturais e falsas soluções. Depois de ouvir a vida e o cotidiano concreto de todo o canto do mundo sobre as lutas travadas por diversas organizações sociais dos campesinos, ambientalistas, indígenas, quilombolas, ciganos, juventude, movimentos sociais do campo e da cidade, entidades ecumênicas, homens e mulheres apresentaram para compor a carta política da Cúpula dos Povos que:

“Diante da emergência de soluções para enfrentar a atual crise civilizacional e principalmente de construir este novo mundo que queremos, (….) , acordamos que o sistema de produção capitalista, imperialista, a concentração de poder e renda e as desigualdades estruturantes de raça e gênero, dentre outros aspectos   problemáticos,   são  a   principal   causa   da   injustiça   social   e   ambiental,  bem   como   da   crise   na   qual   nos   encontramos atualmente. Acordamos também que é impossível efetivarem-se todos os direitos humanos e da natureza na permanência do atual sistema econômico.”

Nos dias 21 e 22 de junho a Cúpula dos Povos debate em Assembléia as soluções, agendas e as campanhas que deverão se construídas unificando o maior número possível de organizações políticos sociais de todo o mundo contra o capitalismo que promove crises e injustiças econômicas, sociais e ambientais. Serão articuladas também mobilizações que devem dar voz e vez às experiências e projetos populares do bem viver entre homens, mulheres e a natureza.

por Priscila Souza, comunicadora popular Cáritas Regional Minas Gerais e ASA

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