Na tarde de ontem (21), sob uma fina chuva aconteceu a penúltima Assembléia dos Povos, no território da Cúpula dos Povos. As soluções refletidas pela sociedade civil nas coco plenárias de convergências foram apresentadas como contraposição as falsas soluções que vêm sendo disseminadas pelo modo capitalista de produção diante da crise mundial qu estamos vivendo. Hoje (22), está acontecendo a terceira e última assembleia que revelará as metas, compromissos e lutas das organizações envolvidas na Cúpula para os próximos anos.

No site da Cúpula (cupula.org.br) estão disponíveis todos os documentos das cinco plenárias de convergência e também a síntese apresentada nos três momentos de assembléia, além dos instrumentais produzidos pela equipe de comunicação da Cúpula, em especial, os vídeos que foram exibidos durante vários momentos naquele território.

Plenária 1

Plenária 2

Plenária 3

Plenária 4

Plenária 5

O documento final proveniente de todo o acúmulo da Cúpula será entregue hoje, dia 22, ao secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Sobre os encaminhamentos e as decisões sugeridas pelas cinco plenárias de convergência podemos destacar os seguintes pontos:

No âmbito dos Direitos, que corresponde à Plenária 1, ficou acordado que para garantir esses direitos é preciso, dentre outras medidas, fortalecer os direitos humanos e mudar as políticas públicas, o sistema de produção capitalista que domina, oprime e promove o etnocídio das culturas populares.

A soberania alimentar, defendida na Plenária 3, determinou que, para obtê-la, é necessário fortalecer o pequeno agricultor, o camponês e o indígena. É preciso controlar o uso de agrotóxitos em escala industrial e fortalecer o ideário da agroecologia.

Em relação a energia e às indústrias extrativas, assunto da Plenária 4, ficou acordado que as energias renováveis e de controle descentralizado são a saída para a crise energética mundial. É preciso ainda que as organizações que poluem e causam impactos ambientais negativos sejam adequadamente punidas.

Sobre o trabalho, debatido na Plenária 5, ficou decidido que a reforma agrária, a abolição do agronegócio e a negação à mercantilização da natureza são medidas importantes para regulamentar e humanizar o trabalho. A punição para a violação de direitos trabalhistas também é um dos temas defendidos pelas organizações participantes da Cúpula dos Povos.

por Monyse Ravenna, assessora de Comunicação da Cáritas Regional Ceará, com informações da equipe de comunicação da Cúpula dos Povos

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