Nesse território de festa e de luta, coubemos todos e todas: indígenas, negros/as, quilombolas, mulheres, juventudes.. E fazendo o movimento de ciranda, sempre de mãos dadas, retomamos a caminhada tendo como destino uma outra sociedade que aqui continou a ser proposta e refletida, a partir dos Movimentos Sociais na Cúpula dos Povos na Rio + 20.

A Cáritas Brasileira tem como principal eixo condutor do seu trabalho o Desenvolvimento Solidário Sustentável e Territorial (DSST), por isso a Cúpula dos Povos também foi um espaço primordial para aprofundarmos e problematizarmos nossa visão de Desenvolvimento a partir do que era discutido no conjunto dos espaços da Cúpula que contou com a participação de organizações militantes sociais do mundo inteiro.

E representantes do Coletivo de Juventude da Cáritas Brasileira também juntaram-se nessa Ciranda, segundo León Patrick, da Cáritas Regional Minas Gerais e membro do GT de Juventudes da Cáritas: “Acho que a gente já esperava ver uma quantidade muito grande de jovens na Cúpula dos Povos, isso porque temos presenciado várias manifestações em todo o mundo onde as juventudes tem pautado a garantia dos direitos humanos, a efetivação das políticas públicas e outras pautas urgentes e necessárias.”. O fato também tem provocado um certo desconforto em alguns setores que sempre viram a juventude como objeto de pesquisa, de destinação projetos e recursos e que hesitam em reconhecê-la como sujeito de direito e protagonista de suas ações.  “Os jovens não são objetos,e  eles próprios tem se colocado na condição de sujeitos de direitos e  tem lutado por isso”, completa Leon.

A experiência vivida na Cúpula dos Povos durante esses vários dias nos anima e fortalece na militância, especialmente porque, tivemos a oportunidade de nos somar a tantos outros movimentos sociais juvenis e levantar juntos e juntas bandeiras comuns. É assim também que pensa Ediane Soares, da Cáritas Regional Santa Catarina e também do GT de Juventudes da Cáritas Brasileira: ” Vivemos um momento histórico na Cúpula dos povos, e partir dela somos agora convidados/as a continuar fomentando e experimentando modelos de sociedades mais justas, solidárias e sustentáveis, que utilizem da cultura de paz e de tantos outros meios de luta como instrumentos vitais de resistência, na busca pela justiça ambiental e social”. A Cúpula foi esse espaço de perceber como os diferentes movimentos de jovens tem se organizado para incidir sobre questões tão urgentes.

“As juventude pautaram nas principais rodas de debates a bandeira dos direitos da Juventude e o protagonismo dessa mesma juventude no desenvolvimento sustentavel.”, comenta Alessandra Miranda, Assessora de Direitos Humanos da Cáritas Brasileira. A aifrmação baseia-se a significativa importância que os grupos juvenis tiveram no processo de contrução e efetivação da Cúpulados povos, aprofundando a discussão sobre modelo econômico. Há de se considerar, que, principalmente para a juventude o processo não é inclusivo, mas excludente, e para o sistema capitalista é necessário excluir esses sujeitos para fazer essa sociedade mais opressora

A juventude, organizada e munida de esperança e ousadia, está junto nesta luta, sendo protagonista na denúncia contra as injustiças e exploração provocadas pelo capital, bem como na construção e no anúncio de uma nova sociedade, onde o direito do bem viver é de todos e todas.A juventude da Cáritas participou da Cúpula com um sentimento de partilha de sonhos e com atitudes de semeadores/as que saem a semear o mundo real . Entre os sonhos, o desejo de contribuir para que as juventudes que agem e/ou é atingidas por diversas ações da Cáritas possam compor esse coletivo de lutas e movimentos com identidade e rosto e missão de Cáritas e que, organizada, possa assumir o papel de protagonista de sua história.

por Monyse Ravenna, pelo GT de juventude da Cáritas Brasileira

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