Durante as atividades realizadas na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, líderes religiosos do Conselho Mundial das Igrejas, a Federação Mundial Luterana, a Religiões pela Paz e a Cáritas Internationalis, dialogaram e refletiram sobre os princípios que deveriam orientar o documento final da Rio+20, “O Futuro que Queremos”, na perspectiva das dimensões éticas e espirituais para um desenvolvimento que garanta um futuro sustentável para todos e todas, a partir de um encontro inter-religioso e ecumênico que reconheça a importância da criação de Deus.

O encontro, que fez parte das atividades articuladas pela Rede Cáritas na Rio+20, ocorreu no último dia 22 de junho, no Rio de Janeiro (RJ)

A Cáritas Internationalis (CI) participou do diálogo enfatizando a importância de um desenvolvimento humano, integral, solidário e ecológico que tenha como centralidade a dignidade humana. “A pessoa não é vista como um indivíduo isolado, mas como uma pessoa em relação com os outros seres. Não se pode em nome do desenvolvimento, promover políticas públicas que deterioram a vida digna dos povos”, disse Rosa Inês Floriano, coordenadora da área de Investigação, Formação e Defesa da Cáritas Colombiana.

A representante da Cáritas ainda acrescentou: “Precisamos transformar as relações que favoreçam a concentração de riquezas e os meios de exploração dos recursos e temos de atender os pobres para que tenham o direito de fazer parte de seu próprio desenvolvimento”.

Também participaram do evento o Reverendo Dr. Néstor Paulo Friedrich, presidente da Igreja Evangélica Luterana no Brasil, o bispo Dr. Heinrich Bedford-Strohm, da Igreja Evangélica Luterana na Baviera, a coordenadora da Rede de Jovens da Organização Religiões pela Paz na América Latina e Caribe, e representantes do Conselho Mundial das Igrejas, que ressaltaram que o desenvolvimento pelo qual trabalham é, essencialmente, uma causa ecumênica.

Com informações de Laura Chacón, assessora de Comunicação da Cáritas Colombiana

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