Na manhã que o Brasil comemorava sua independência , 7 de setembro, centenas de pessoas saíram as ruas de Porto Alegre (RS) para lutar por um mundo melhor. Organizado pelos movimentos sociais, pastorais sociais e força sindical, a 18ª marcha do “Grito dos Excluídos” teve como tema central “Queremos um Estado a serviço da nação que garanta direitos a toda a população.”

A Cáritas RS, se juntou as demais organizações e saiu em caminhada da Igreja Pão dos Pobres (av. praia de Belas) até o Monumento do Expedicionário, no Brique da Redenção. Desde a mística inicial até a caminhada, foram mostrados cartazes reivindicando o modelo de Estado, hoje existente “O Estado hoje, não cumpre seu papel e não garante os direitos mínimos da população”, exclamavam, os jovens do Levante da Juventude. Palavras de ordem e cantos, também conduziram a marcha que foi mostrando de diversas formas, a necessidade urgente de uma sociedade mais justa e igualitária.

O grito é realizado desde 1995, naquele ano vinha aprofundar a Campanha da Fraternidade. Ele se define como um conjunto de manifestações que tenta chamar a atenção da sociedade para as condições de crescente exclusão social na sociedade brasileira e, como indica a própria expressão, o Grito dos Excluídos, constitui-se numa mobilização com com o objetivo de:

- Denunciar o modelo político e econômico que, ao mesmo tempo, concentra riqueza e renda e condena milhões de pessoas à exclusão social;

- Tornar público, nas ruas e praças, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome;

- Propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social, com a participação ampla de todos os cidadãos.

por Bruna Garbin, assessora de Comunicação da Cáritas Brasileira Regional Rio Grande do Sul

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