A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou na tarde desta quarta-feira, dia 13, a Campanha da Fraternidade (CF) 2013 cujo tema trará para a sociedade brasileira a reflexão sobre a realidade da juventude.

Maria Cristina dos Anjos, diretora executiva nacional da Cáritas Brasileira

Maria Cristina dos Anjos, diretora executiva nacional da Cáritas Brasileira

Com o tema “Fraternidade e Juventude” e lema “Eis me aqui, envia-me!” (Is 6,8), a Igreja quer acolher os jovens e propor a reflexão sobre a sua condição, além de mobilizá-los para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que será realizada no próximo mês de julho no Rio de Janeiro (RJ).

Estiveram presentes na cerimônia de lançamento, além de Maria Cristina dos Anjos e Alessandra Miranda, da Cáritas Brasileira, o secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, o secretário executivo da Campanha da Fraternidade, Padre Luiz Carlos Dias, e o presidente nacional da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coelho.

No início do lançamento da CF 2013, Maria Cristina dos Anjos, diretora executiva nacional da Cáritas Brasileira, fez uma breve prestação de contas do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) de 2012. “Nesses quinze anos quase 2.500 experiências foram beneficiadas e acompanhadas em todo país. A Cáritas Brasileira tem assumido a animação e a gestão do FNS, destinados a iniciativas de geração de renda.” Assista ao vídeo de prestação de contas do FNS 2012 que foi apresentado durante o lançamento da CF 2013.

No lançamento estiveram presentes lideranças jovens como representante dos povos indígenas Tupinambá, Awa Mirim, e também o estudante Rodrigo Crivelaro, que apresentaram aos presentes, a realidade da juventude no Brasil.

Alessandra Miranda, assessora de Direitos Humanos da Cáritas Brasileira e assessora nacional da Pastoral da Juventude, no lançamento da CF 2013 lembrou a campanha de 1992 que também trouxe a juventude em sua temática.

“Somos provocados a pensar nesses 20 anos quais foram os caminhos que de fato foram abertos. Houve mudanças nos aspectos sociais, econômicos, culturais e religiosos. Um dos destaques são as situações dramáticas que exigem a intervenção dos vários grupos organizados da sociedade civil e do governo: elevado índice de mortalidade juvenil; exploração sexual; tráfico de pessoas; desemprego; alto índice de gravidez na adolescência; jovens fora das escolas e das universidades. Todas essas são situações que devem nos organizar para acessar os mais diferentes meios e frentes para alterar essa realidade.”

Rodrigo Crivelaro ainda lembrou que os dados mostram um alto índice de homicídios entre os jovens. “Somos 25% da população do Brasil carecendo de muitas políticas públicas. O jovem merece cuidado, acolhida e respeito.”

Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB, salientou que a CF 2013 deseja refletir e rezar com os jovens apresentando-lhes o evangelho como missão. Já Marcus Vinícius Furtado Coelho, presidente Nacional da OAB, lembrou que é preciso repensar o sistema prisional brasileiro, uma vez que a maioria dos detentos hoje é jovem.

Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, reconheceu, em nome do Governo Federal, a importância das Campanhas da Fraternidade quem abrem um espaço para o governo trabalhar junto à Igreja. Além disso, Carvalho destacou a Jornada Mundial da Juventude como sendo um momento importante não só para juventude católica, mas para todos os jovens, “pois vem ao encontro de uma grande preocupação que o governo tem em relação à juventude brasileira”, afirmou.

por Thays Puzzi, assessora de Comunicação da Cáritas Brasileira / Secretariado Nacional – Fotos: Mariana Guedes, estagiária da Assessoria de Comunicação da Cáritas Brasileira / Secretariado Nacional

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