É preciso não ter medo. É preciso ter coragem de dizer.

Carlos Marighela

A multidão que foi às ruas no já histórico e emblemático junho de 2013, a violência e o extermínio de jovens, as opressões de gênero, etnia, cor, sexo e geração que atingem a juventude na América Latina e a desafiadora realidade eclesial foram assuntos abordados durante a mesa de abertura do 1º Encontro Internacional de jovens da Cáritas que é realizado de 13 a 16 deste mês em Mario Campos, Minhas Gerais, e conta com a participação de representantes de nove países latinoamericanos. O objetivo da mesa era um olhar profundo sobre a realidade das juventudes filhas da índia mãe Guadalupe.

Compartilharam saberes na mesa os jovens Jean Carlos, da coordenação nacional do Levante Popular da Juventude, Monyse Ravena, membro do GT de Juventudes da Cáritas Brasileira e Emanuel Almeida, das pastorais sociais de Minas Gerais e a dupla Sebasttian Sommer e Carolina Cardoso, da Cáritas Uruguaia. “Após os debates não houve quem não se sentisse provocado”, resumiu Adriano Leitão, membro do Grupo de Trabalho Ampliado das Juventudes da Cáritas Brasileira. Segundo ele, dessa forma a mesa alcançou o resultado esperado.

A fala de Jean trouxe presente em sua análise da conjuntura das juventudes as terríveis consequências de uma sociedade desigual, na qual jovens  empobrecidos\as enfrentam as maiores mazelas. Monyse lembrou das manifestações recentes que explodiram em todo o país, fenômeno que nem o maior otimista da esquerda e nem o maior pessimista da direita poderiam imaginar um mês antes e no segundo momento de sua fala lembrou que este encontro internacional é fruto de uma opção da Cáritas Brasileira. Os uruguaios mostraram uma realidade distante da exibida pela mídia há alguns dias, na qual a maioria dos “jovenes” estão fora da escola e do mercado de trabalho, porém  são maioria nas cadeias – algo comumem toda América Latina.

Durante sua análise da realidade atual da evangelização de jovens na igreja Emanuel argumentou que igreja não deve se preocupar primeiro com a defesa da própria igreja, mas com o projeto radical de Jesus Cristo. Em seguida uma fila de jovens foi formada para acrescentar opiniões diferentes, discordantes, para acrescentar novos elementos com diferentes idiomas e sotaques a este intenso momento no qual as palavras mais ditas foram derivadas de “novidade” e “mudança”.

por Equipe de Comunicação do I Encontro Internacional de Jovens da Cáritas

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