Hoje em dia há muita juventude que deseja viver e praticar sua fé. Às vezes dizem que uma pessoa é ou não praticante se ela vai ou não vai à missa, mas o critério é muito mais amplo. A Eucaristia é fundamental, mas praticar quer dizer basicamente que ama e leva o amor aos demais. No Evangelho isso é muito claro.

Esse é o sentido da Cáritas que não é uma ONG. Ela é a mão de Deus na Igreja, especialmente para os que sofrem, para os que têm fome, o pobre. A Campanha Mundial que a Cáritas lançara este ano é neste sentido: reduzir a fome no mundo. Isso é possível e a prova disso é a Espanha que tem cinco milhões de desempregados e a Cáritas tem 66 mil voluntários que, entre outras coisas, distribuem pratos de comida entre os que têm necessidade. De onde vem isso? Não é o governo nem a FAO se não a comunhão cristã do bem que se faz com consciência. Apesar da crise econômica, as doações particulares aumentaram na Espanha.

Queremos que os jovens compreendam a beleza de ser um católico praticante porque ama, serve, está em uma igreja samaritana que apóia os tristes, os aflitos, os carentes de liberdade e os pobres, pouco a pouco aqueles desertos que falava Benedito XVI vão se reduzindo. A Jornada Mundial da Juventude deve estimular os jovens para que sejam verdadeiros católicos praticantes.

Uma das principais dificuldades que tem os jovens atualmente é que a sociedade não planta um futuro de esperança. O único ideal que os jovens têm é obter dinheiro o mais rápido possível. Não importa de onde o dinheiro venha. Isso esta rompendo com a hierarquia de valores. Uma pessoa que só enxerga o dinheiro em seu horizonte acaba sendo vazio por dentro. Todos nós precisamos ter motivos para viver, razões para acreditar, razões para ter esperança e razões para amar. Do contrário, se endurece o coração.

Cardeal Oscar Rodríguez Maradiaga, presidente da Caritas Internationalis

No related posts.