Na oportunidade Cáritas Brasileira apresentou a experiência de solidariedade desenvolvida junto ao povo haitiano

A Cáritas Brasileira com apoio da Pastoral da Juventude promoveu nesta quinta-feira (25), o painel “Juventude e Solidariedade”.  A atividade fez parte da programação da Tenda das Juventudes, um espaço de debates e reflexões da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) sobre a realidade juvenil e as políticas públicas voltadas para esse público.

Falaram sobre o tema Alessandra Miranda, assessora nacional de Direitos Humanos da Cáritas Brasileira, Erick Guardalo, da Cáritas de Honduras, Aline Lopes, da Rede de Advogados e Advogadas Populares (Renap), e Myrline Paul, da Cáritas do Haiti.

Aline Lopes relatou a experiência da Renap e explicou que diferente da lógica do mercado, a rede, inicialmente articulada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), trabalha com a dimensão coletiva na defesa de trabalhadores, especialmente, os do campo, e organizações sociais. “Os movimento vêm sofrendo um processo de criminalização constante. Os advogados populares não têm uma lógica única, mas têm visão progressista e consideram as lutas das organizações que atuam de uma forma ética e solidária.”

A assessora nacional de Direitos Humanos da Cáritas Brasileira, Alessandra Miranda, apresentou a experiência de solidariedade ao Haiti pós-terremoto. Além disso, a assessora falou sobre o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) que é resultado da Coleta Nacional que ocorre todos os anos no Domingo de Ramos como gesto concreto da Campanha da Fraternidade. “Os recursos arrecadados para o FNS são destinados para o desenvolvimento sustentável e solidário de comunidades em todo o país”, destacou Alessandra que ainda disse: “na JMJ temos experimentado a solidariedade em todos os momentos como na acolhida das famílias que nos receberam durante a Semana Missionária. Mas também vemos gestos não solidários como quando não tratam os jovens como sujeitos de direito.”

Para ilustrar concretamente a experiência solidária ao Haiti, Myrline Paul, da Cáritas daquele país, deu um depoimento dizendo que rapidamente após o terremoto, a Cáritas do Haiti fez um chamado emergencial ao mundo todo. “A Cáritas Brasileira foi uma das primeiras que respondeu ao nosso chamado. Neste momento queremos agradecer mais uma vez a Cáritas Brasileira que nos ajudou, junto com outras pessoas e organizações, neste momento tão difícil”, salientou.

Assista ao vídeo com as ações desenvolvidas pela Cáritas Brasileira no Haiti. CLIQUE AQUI

Erick Guardalo, da Cáritas de Honduras, apresentou um projeto piloto de proteção aos jovens que tem o objetivo de combater a violência contra a juventude por meio da construção da cidadania. Além disso, o projeto busca engajar os jovens em processos políticos. “Toda a América Latina está sofrendo com a violência. Temos jovens matando jovens. Não podemos dizer que somos cristãos, se não há solidariedade. Não podemos dizer que amamos a Deus sem solidariedade. E solidariedade só existe com amor. Podemos ir a várias jornadas, mas se não mudarmos nosso modo de pensar, não somos parte da cultura da solidariedade.”

A Tenda das Juventudes faz parte da programação oficial da JMJ e é organizada pela Cáritas Brasileira, Pastoral da Juventude (PJ), Juventude Franciscana (Jufra), Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em Juventude (Cajueiro), Rede Ecumênica da Juventude (Reju), Irmandade dos Mártires da Caminhada e Setor Pastoral da PUC/RJ. A atividade ocorre na Paróquia Santa Bernadete, na Avenida dos Democráticos, 896, no bairro Higienópolis.

por Thays Puzzi, assessora de Comunicação da Cáritas Brasileira | Secretariado Nacional – Foto: Nando Zamban

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